terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Espera.

É um suspiro doído, uma falta de ar agoniante. Tô te esperando tem anos, sabia? E nada de você. Nada deu te conhecer. Mas eu sinto. Vai demorar mais alguns anos. Eu sei que vai. Eu ainda não to pronta pra você. Ainda falta moldar muita coisa nesse caos em que eu me encontro. Sou mal acabada. E você?  Você está se preparando pra mim. Dia após dia. Suas orações serão atendidas, meu bem. Eu sou sua garota, só saiba esperar. Espere por mim. Porque eu estou aqui, ansiosa, esperando por você.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Um Texto Velho de Um Sentimento Esquecido


Amo sua falta de seriedade. Seu ar de homem menino, teu jeito todo errado. A contradição da minha vida, sabia? Meu erro um dia te querer. O erro mais delicioso, não nego. Tuas muralhas de as vezes indiferença, de babaquice faz parte do pacote? Deve fazer, contando que eu tenha o pacote inteiro e exclusivo. É egoísmo pedir isso? É só tua essência. Quero aprender a te conhecer, te compreender.
Logo você. Logo tu que me chateia. Me dá uma raiva. Vai entender. Mas prometi a mim mesma dar uma migalha de chance. Só porque eu estou sorrindo como uma babaca. Não tem nada a ver com você, com seu corpo que me atrai como quase ninguém faz, com seus olhos tão desafiadores que me pegam desprevenida de vez em quando, ou com suas mãos, tão grandes e acolhedoras. Não, tem tudo a ver comigo e com a vontadezinha de quem sabe, ser feliz.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Solidão Infinita

A solidão não é quando todos te deixam, a solidão é quando você se deixa. Aonde eu me encontro então? Em meio ao caos mental, ao caos sentimental, ou em qualquer tipo de caos. Me encontro sem você. Quem é você? O meu eu. Cadê eu?

domingo, 16 de outubro de 2011

Paredes Descascadas

É chuva que eu quero. Eu quero morrer. Renascer. Sabe se lá mais o que. Já teve o cansaço de 200 anos? Tenho 220 anos. Tenho idade de criança. E eu falo tanto, falo asneiras, falo com as paredes, falo só e só eu fico. Falo com Deus, falo com todos. Falo de Deus, falo de todos.

Que poesia barata.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Bobagem.

Que diabos de frio. Meu vestido fino, meus pés descalços, meu descaso. Continuava frio e eu não me importava. Chegava ser belo. Toda a tragédia da virgem suicida num parapeito de um prédio de 14 andares. Era até que um acontecimento importante. Coloquei o meu melhor vestido. Coloquei meu colar favorito, a maquiagem mais bonita. O fim no final das contas é belo. O fato da minha vida ser tão miserável ao ponto deu não temer a dor, a morte. É belo.
Coragem ou covardia? Sei lá, é tudo. Tudo mesmo, são tantas emoções que mal posso esperar pra colocar fim em todas elas. Cada emoção, cada sentimentos, cuidadosamente enterrados juntos com o meu corpo. Será que é tão anormal assim desejar o indesejável?
Tive uma puta vontade de chorar. Minha mãe não merecia a filha que tinha. Merecia? Amigos que nunca entenderiam qual é a minha. Sou triste, é isso. Sou eu. O problema sempre esteve em mim. O problema é eu.
Olho pra baixo. Superior a qualquer um. Superior a mim mesma. Seria eu capaz? Seria eu..." Não faz isso." Pelo susto quase pulei. Olhei pra trás com o coração na boca. Quem diabos era esse? Era o meu momento. Ele tava estragando tudo. "Você tem todo o direito a vida." Eu não quero a vida, vocês não entendem? Era um senhor com seus lá 60 anos. Como ele fora parar nesse prédio? Pelas suas vestimentas parecia ser o zelador. "Sou um desperdício de tempo" " Não, não é." Ele chegou um pouco mais perto quase que instintamente "Chega pra trás." Ele chegou contrariado. Que vento. Meus cabelos se rebelavam dançando de acordo com a ventania. Que diabos de frio. O homem havia um olhar tão bom quanto de uma mãe. Estranho isso não é? Mas era. Por um instante queria sair de lá e o abraça-lo. Bobagem a minha. Me voltei para a frente. "Pensa na tua família, minha filha, na vida toda que você tem pela frente." "Bobagem a sua. Sou um monstro qualquer. Ninguém quer um monstro pra cuidar, vai ser melhor assim" Sorri sabendo que ele nunca entenderia. Nem eu entendo, não se preocupe. "Moça, pensa bem." "Já pensei. Se cuida, seu moço." "NÃO!" Seus passos envelhecidos não foram rápidos o suficiente. Seu desespero. Fácil como respirar me deixar levar. Simples como andar, eu pulei. Pulei sorrindo contra tudo, contra todos, contra mim. Pulei logo pro fim. Belo fim.

domingo, 18 de setembro de 2011

Te Odeio Por Tanto Te Amar


Sou feliz só, até te ver passar. Até te olhar. Até de ti gostar. Fico toda insatisfeita, faço bico, faço criancice, faço tudo, mas não faço o que é certo pra te ter. O que é certo pra você? Te conheço mas de nada sei sobre você. Estranho não é? Estranho é eu amar o mistério que te envolve. Ouço uma canção e meu coração se aperta, contrai. Fico pensando no teu silêncio, enquanto me importo com suas palavras que na maioria do tempo me machuca. Sabia? Você me machuca sorrindo. Tenho que sorrir também?
É sábado à noite e eu ando só. Não mais feliz. Agora sim insatisfeita até comigo mesma por estar passando por tudo isso de novo. O bom de tudo isso é que fico poeta. Fico lamentavelmente uma boa escritora. Sem você ao menos desconfiar. Quer dizer, do que você desconfia? Do que você sabe? Fico só querendo saber, quem é você no final das contas, e porque tanto insisto em ti. Você nem é tudo isso, é? Né nada. Eu que dou valor de luxo o que pode às vezes ser lixo.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Assim Era Os Dois.


Tua boca faz um coração. É bobeira, mas foi isso que o fez ele se apaixonar. E também, tem as sardas. As sardas o deixam louco, todo cheio de vontade.
O corpo dela, era todo, uma belezinha. Palavra perfeita. Mas ele gostava assim, gostava dela todinha. Ele a admirava, a via como a única luz do mundo. Mas ela realmente brilhava, e brilhava pra ele. E ele? Só olhava. Só desejava.
Teu vestido tinha um coração e voava leve em seu corpo. Solto e florido e ele brincava de ser pai das tuas crianças. Ele brincava querendo ser verdade, no fundo.
Havia uma certa melancolia no teu jeitinho, por inteira. Até no teu andar, no falar manso, no humor ácido. Quase um veneno doce. E ele, era ele. Só contemplava. Só sentia. Apreciava.
Como uma foto preto e branco, uma música que te faz chorar ou rir, até mesmo sonhar um pouco. Até mesmo querer mais um pouco, assim era os dois.
E eu só assistia, rindo.

domingo, 21 de agosto de 2011

É domingo, dia chato.


Sabe o ódio? É tudo amor ao contrário. E nesse momento, eu te digo que odeio. Tô odiando um bocado de gente. É amor revoltado. E no meio de tanto amor revirado me pego com saudades. Saudades docê. Saudades da sua compreensão, saudades do seu abraço, da sua cara de palhacinho sem graça. Mas quer saber, não me importo, saudades eu sempre vou ter. Ódio também, mas e o amor? Quem disse que ele dura? Ninguém sabe cuidar desse tal de amor. Eu, pra falar a verdade nunca aprendi. Acho que vou aprender a cuidar da minha vida, vou sair no lucro.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Crise.

Eu ainda não aprendi a ser gentil, falar corretamente, ser fofa. Ainda não sei ter uma risada discreta, ser amável, tratar meus familiares de forma correta, ainda não sei ser gente, menina mulher. Menina. Sabe? Mu-lher. Claro que tenho certeza da minha sexualidade, não é isso. Se trata mais do que isso. Se trata de mim. Como pessoa.
Mas eu sei ler. Escrever também, sei observar quando não estou falando abobrinhas. Sei escutar. Mas há muito o que melhorar. Como tudo.
Minha sorte é o tempo. Vai me aperfeiçoar. Porque ficar assim não dá.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

A Espera.

Seu vestido florido e as sapatilhas pretas. Seu cabelo bagunçado. E ela andava tão leve, quase flutuante. Esperando. Uma pipoca doce pra amargar a boca enquanto esperava. No banco vermelho do parque vivo. Tão cheio de vida, e ela esperava. O que esperava? O que faltava? Algo a incomodava. Sabe, as vezes eu queria ser ela. Sentar e esperar. Usar uma roupa boba de tão bonita e esperar. Algo Maior. Algo pelo que viver, alguém pra se contar. Cadê?












PS: Eu exclui sem querer essa postagem, aí tô repostando :3

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Strawberry Fields Forever.


Eu tenho uma amiga. Ela é linda. Muito mais do que pensa, e muito mais forte do que imagina. Um dia ela enxugou minhas lágrimas com uma blusa de uniforme feia. Eu vivia 'babando' nela e no dia que eu percebi que havia a perdido, (pelo menos em parte) eu chorei. Um choro doído. Daqueles que amargam. Chorei e ninguém viu e muito menos ela, que não as enxugou. Hoje ela é ainda minha amiga mas acho que as vezes ela esquece. Eu esqueço. Falta o velho e bom tato. Falta a seriedade dela e minha idiotice. Falta nós. Mas eu lembro, que fiz uma promessa à ela e disso eu não esqueço. E vou mantê-la até o fim. Enquanto não posso cumprir essa promessa de forma correta a gente vai levando, dando nossos jeitos, tentamos, as vezes nos machucamos, mas é tudo muito sem querer, e claro que nós perdoamos. Eu só fiz esse pequeno texto pra lembrar ela. Que eu a amo. Que as vezes ela fica amarga mas eu ainda a amo, de todo jeito, e que sempre, ela pode contar comigo. E que eu possa ser sempre uma faísca de felicidade no mundo dela. Mesmo que seja uma faísca bem boboquinha. E outra, eu sei que erro com ela, muitas vezes por ignorância, por não entender. Afinal, somos dois extremos. Mas acho que no final tudo se acerta. O importante que eu a amo. Céus, como a amo e sinto falta dela, daquele mal humor do cão, e de tudo que ela representa. Eu poderia facilmente, descrever aqui tudo o que ela já me propôs e ainda propõe durante esses mais de três anos de amizade, mas por enquanto só quero me certificar que ela saiba de uma coisa. "Eu te amo, irmã."




"Se você quiser lutar,
Eu ficarei bem ao seu lado
No dia que você cair,
Eu estarei bem atrás de você


Para recolher os pedaços
Se você não acredita em mim,
Olhe dentro dos meus olhos
Porque o coração nunca mente
The Heart Never Lies - McFly"

segunda-feira, 30 de maio de 2011

A Conversa que Virou um Texto que Virou Amor.

Escreva. Sobre o que eu escrevo? Escreva sobre mim. Escrevo, claro que escrevo. Não escreve romance. Mas eu sou o romance. Escreva sobre a morte. Brincadeira, não precisa fazer essa cara. Escreva sobre sexo. Cansei. Quem diria. Não é? Escreva sobre mim. Sobre nós. Escrever sobre você é apenas uma palavra. Saudade. Sou mais que isso. Muito mais, eu sei, mas por enquanto te resumo nisso. Ah, magoou. Você é um buraco gigante no meu coração que as vezes se enche de muito amor ou de muita raiva. Quase ira. Porque você nunca está quando eu mais preciso. Nunca está quando eu quero. Eu sempre estou com você, aqui ó. Nesse seu coração endurecido. Não o suficiente meu amor, eu quero você fora dele. Sabe? Você entende o que eu digo. Pior, eu sinto isso. Então. Mas há mais. Há o amor também. E esse sempre vai prevalecer a ira. Ele sempre ganha. Você ganha. Quando eu lembro o quão perfeito és. To bem longe, mas muito longe de ser perfeito. Por isso mesmo. Com todos esses defeitos é perfeito. Perfeito pra mim. 

terça-feira, 24 de maio de 2011

Chá das cinco.

Eu te evito, te engulo e esmago. Aqui, bem dentro de mim. O que dói não é sua ausência, mas sim sua presença. Que me fere, incomoda e se revira dentro de mim. Revive o que deveria estar morto. Eu demorei entender, deixei passar. Agora eu vejo. Não é nada. Você não é nada. E eu? O que sou? Ultrapassei o nada. O que vai além do nada? Talvez o tudo, ou apenas a continuação do nada. Ah, falo nada com nada. Falo de você. 
Um dia você soube me tratar bem. Quando eu não queria, quando eu não fazia questão. Agora me incomoda e ignora. Que tipo de idiota é você? O tipo, que no fundo eu poderia admitir que gosto. Só no fundo. Mas aos poucos vou matando esse verbo gostar. Na verdade vou transforma-lo. Quem sabe, no verbo desprezar.




Olha só quem deu as caras. 

terça-feira, 10 de maio de 2011

Tá dando teia.

Meu pai aparece de quinze em quinze dias. Tenta dá seus jeitos mas nada acontece, só mais esperança jogada fora depois que ele se vai e nada se resolve. Minha mãe, está tão ocupada, com seus problemas, suas loucuras, com a sua vida e só de vez em quando se lembra. Ah é. Mas logo esquece. Esquece sempre.
E aquela maldita e tão pequena luz não acende. São quatro pontos luminosos. Três delas, contentes em fazer sua função fazem o esperado: ficam acesas. Mas há uma quarta, bastante teimosa que se recusa. Não acende. Mas por que não? Ninguém sabe. E enquanto isso, ignorantes de saber o que se passa com essa luz, fico em casa, ilhada dos meus amigos, de músicas legais, de gente nova, de qualquer coisa, menos do meu conhecido ócio. Esse não some como a luz. Na verdade, adora. Já que minha atenção se volta todo para ele. Aí eu me viro com o que tenho. Com livros, com gente chata, com doce, (todos os tipos de doces possíveis.) com a saudade, com tudo que me restou.
E enquanto isso tá dando teia. Blog, twitter, meus amigos e suas notícias, minha vida.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Feliz Dia do Amigo.

As pessoas te ferem. Cavam buracos em seu coração, na sua alma. Cavam e enchem de amor. Depois arranca todo esse amor, brutalmente, toda a consideração, tudo e deixa sangrando. E se brincar, ainda jogam álcool pra melhorar. 

E ainda me perguntam por que eu sou fria.

domingo, 20 de março de 2011

Confissão Sem Graça.

E eu tenho que parar com essa mania de me confundir toda, de jurar sentimentos que desaparecem na velocidade da luz. Tenho que começar a ser mais sincera comigo mesma, admitir mais, deixar as coisas rolarem, abaixar a armadura. Sabe? O escudo contra qualquer tipo de aproximação mínima. Parar de dizer que não tenho um coração, que não me importo, porque isso é mentir. Mentir pra mim mesma e pra todo mundo. Eu me importo, eu sofro, eu juro que não, mas debaixo de toda a armadura existe um coração tão idiota e gigante que ama tudo que vê pela frente. Eu realmente preciso parar de ser assim.

Mas quem disse que eu quero?!







quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A utopia de ser e estar.

Eu devo ter perdido algum detalhe, deixei passar o essencial entre os dedos e agora me encontro perdida em mim mesma. A maior utopia de todas se encontra na minha personalidade que demonstra uma face a cada instante. Não importa, eu ainda sinto que perdi um detalhe importante. 
O detalhe foi você. 
Passou despercebido o suficiente para eu não o prender firmemente em meus braços e em meu coração frio através do tempo. 
Te perdi e nem senti. 
Ou melhor, eu me perdi. Você não tem dúvidas dos seus sentimentos, você não é mutável como a mim. Sorte a sua.
Sei que te amo, mas não sinto isso.
Será que é possível?

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

O Que Precisamos.


Sabe o que todos nós precisamos? Da velha solidão. Não estou dizendo que precisamos nos isolar, nada disso. Mas é que está todo mundo cheio. Cheio de todos, cheios de si. Aconselho que descansem como eu fiz. Tirem um dia pra si e aproveitem. Aproveitem a música alta, o filme que lhe arranca lágrimas, permita-se sorrir para o espelho depois de uma careta esquisita, dance de uma maneira bizarra e coma o doce brigadeiro. Todos nós podemos fazer isso com amigos, família, mas não queremos. O que todos nós queremos, é poder está de mal humor e xingar ao vento e receber em troca o silêncio. Queremos declarar para um antigo amor platônico e ri de si mesmo. Não só queremos, precisamos. E pra aqueles que pensam que não precisam, digo a todos que estão errados. Ficar só é aprender um pouco do mundo através  de si, poder mudar seus conceitos sem ter que dá explicações. Está só, nem que seja por uma tarde ociosa, é uma ligeira liberdade pra nós, escravos da rotina.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Memory Lane

Minha cabeça lateja, minhas mãos frias nas têmporas enquanto até o fato de pensar dói. Dói porque são pensamentos que geralmente, eu evito, escondo debaixo do tapete felpudo. Pensamentos da qual eu fujo. Uso a distração mas é impossível. E enquanto penso você me encara com olhares devoradores. Você sempre me assustou. Seu corpo esquálido, sua pele macilenta e seu cabelo escorrido e sem vida alguma. Mas, seus olhos, seus olhos trazem o melhor do meu passado. Saudade, você nunca é bem vinda na minha casa. Mas você entra, com seus olhos que me ferem. Você senta no meu sofá preferido e fica me encarando. Aceita um chá? Não, você nunca quer. Espera eu me acomodar para começar seu discurso, que eu já conheço, mas ele não deixa de causar ainda os meus impactos. Mas hoje, você faz diferente. Se aproxima, quebrando todas nossas barreiras que construímos com tanto cuidado. Me pega pela mão e me arrasta pra fora. Está frio, mas você não hesita com seus pés descalços. E eu reconheço essa rua. Rua das memórias, e a cada passo que dou, cada olhar furtivo meu coração se encolhe. Ali estão as memórias do meu passado glorioso, lá estavam meus amigos, meus preciosos amigos que foram parar na Rua da Memória e ali ficaram. É triste perceber que o me restou daquela rua foi nada. Nada continuou. Você larga minha mão mas me abraça, e de repente o seu tamanho triplica. Te sinto em todos lugares dona Saudade e não é nada legal. Meus rosto se encharca de lágrimas amargas e quanto mais as lágrimas desciam, mais era possível te sentir. Dona Saudade pra onde todos foram? Você deixa minha pergunta no ar, porque sabes que não preciso de uma resposta. Eu sou a resposta. Você lê meus pensamentos e sorri perversa. Agora somos eu e você, dona Saudade, vamos aguardar quietos, enquanto a dona Morte não bate em minha porta.


Ps: Saudades mata?

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