terça-feira, 24 de maio de 2011

Chá das cinco.

Eu te evito, te engulo e esmago. Aqui, bem dentro de mim. O que dói não é sua ausência, mas sim sua presença. Que me fere, incomoda e se revira dentro de mim. Revive o que deveria estar morto. Eu demorei entender, deixei passar. Agora eu vejo. Não é nada. Você não é nada. E eu? O que sou? Ultrapassei o nada. O que vai além do nada? Talvez o tudo, ou apenas a continuação do nada. Ah, falo nada com nada. Falo de você. 
Um dia você soube me tratar bem. Quando eu não queria, quando eu não fazia questão. Agora me incomoda e ignora. Que tipo de idiota é você? O tipo, que no fundo eu poderia admitir que gosto. Só no fundo. Mas aos poucos vou matando esse verbo gostar. Na verdade vou transforma-lo. Quem sabe, no verbo desprezar.




Olha só quem deu as caras. 

4 bolhas estouradas:

Lara Vic. disse...

curti mto o post. muito bonito. Mas sofri para achar o botão de comentário o0
fora isso o layout é lindo! parabéns!
beijos!

Stella Valim disse...

Adorei o post, bem lindo o texto.
Pode parecer fácil dizer "vou transformar o verbo gostar no verbo desprezar", força de vontade, mais nem sempre é fácil assim.
http://senhoritaliberdade.blogspot.com/

Elania disse...

Tambem tou fazendo isso com o verbo gostar.
Foi bem eu isso. ><

Gabriele Santos disse...

nossa que texto incrível
a dualidade que você expoem no texto é muito gostosa de ler.
Parabéns.

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