quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

O Que Precisamos.


Sabe o que todos nós precisamos? Da velha solidão. Não estou dizendo que precisamos nos isolar, nada disso. Mas é que está todo mundo cheio. Cheio de todos, cheios de si. Aconselho que descansem como eu fiz. Tirem um dia pra si e aproveitem. Aproveitem a música alta, o filme que lhe arranca lágrimas, permita-se sorrir para o espelho depois de uma careta esquisita, dance de uma maneira bizarra e coma o doce brigadeiro. Todos nós podemos fazer isso com amigos, família, mas não queremos. O que todos nós queremos, é poder está de mal humor e xingar ao vento e receber em troca o silêncio. Queremos declarar para um antigo amor platônico e ri de si mesmo. Não só queremos, precisamos. E pra aqueles que pensam que não precisam, digo a todos que estão errados. Ficar só é aprender um pouco do mundo através  de si, poder mudar seus conceitos sem ter que dá explicações. Está só, nem que seja por uma tarde ociosa, é uma ligeira liberdade pra nós, escravos da rotina.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Memory Lane

Minha cabeça lateja, minhas mãos frias nas têmporas enquanto até o fato de pensar dói. Dói porque são pensamentos que geralmente, eu evito, escondo debaixo do tapete felpudo. Pensamentos da qual eu fujo. Uso a distração mas é impossível. E enquanto penso você me encara com olhares devoradores. Você sempre me assustou. Seu corpo esquálido, sua pele macilenta e seu cabelo escorrido e sem vida alguma. Mas, seus olhos, seus olhos trazem o melhor do meu passado. Saudade, você nunca é bem vinda na minha casa. Mas você entra, com seus olhos que me ferem. Você senta no meu sofá preferido e fica me encarando. Aceita um chá? Não, você nunca quer. Espera eu me acomodar para começar seu discurso, que eu já conheço, mas ele não deixa de causar ainda os meus impactos. Mas hoje, você faz diferente. Se aproxima, quebrando todas nossas barreiras que construímos com tanto cuidado. Me pega pela mão e me arrasta pra fora. Está frio, mas você não hesita com seus pés descalços. E eu reconheço essa rua. Rua das memórias, e a cada passo que dou, cada olhar furtivo meu coração se encolhe. Ali estão as memórias do meu passado glorioso, lá estavam meus amigos, meus preciosos amigos que foram parar na Rua da Memória e ali ficaram. É triste perceber que o me restou daquela rua foi nada. Nada continuou. Você larga minha mão mas me abraça, e de repente o seu tamanho triplica. Te sinto em todos lugares dona Saudade e não é nada legal. Meus rosto se encharca de lágrimas amargas e quanto mais as lágrimas desciam, mais era possível te sentir. Dona Saudade pra onde todos foram? Você deixa minha pergunta no ar, porque sabes que não preciso de uma resposta. Eu sou a resposta. Você lê meus pensamentos e sorri perversa. Agora somos eu e você, dona Saudade, vamos aguardar quietos, enquanto a dona Morte não bate em minha porta.


Ps: Saudades mata?

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