domingo, 26 de setembro de 2010

Shes got the Jack.

 As palavras fogem e a poesia se esconde quando o que eu mais quero é dizer a você o quão especial e importante és para mim. O clichê invade, porque são palavras que todos um dia já usaram para definir o que sentiram ou sentem por um alguém. Mas não fomos feitos para usar clichês, certo?! É só que você é muito mais do que um amigo. É pai, irmão, tio chato... é família. Ou até mais que isso. Vai lá saber o que é, só sei que por você eu tenho um imenso carinho fraterno. Uma irmandade que criamos e não importa o que aconteça, quero levar isso comigo pra aonde quer que eu vá, até mesmo quando você tiver lá na puta que pariu e eu estiver do outro lado do mundo. Engraçado mas eu sempre tive a leve impressão de que você é uma das poucas pessoas nesse mundo que me vê realmente como sou. Talvez você não irá lembrar disso mas uma vez estávamos em um sorveteria qualquer, eu você e o canalha do meu pai quando você olhou pra mim e disse que eu sou muito mais madura do que as outras "crianças", meu pai me olhou e disse que não, que você estava enganado. Mas vamos combinar o que meu pai sabe de mim? Depois disso minha admiração por você... cresceu. Porque de repente alguém tinha visto além. Algo que meu próprio pai nunca soube fazer. 

São tão inúmeros sábados divertidos, um milhão de camisetas sem estampas e brincadeiras bobas. 
Vinte e seis anos não é?! Não.É vinte e quatro e será assim até eu cansar. Porque não importa sua idade, se está gordo, se suas olheiras lhe deixe com um ar cadavérico ou se você nunca amarra o seu all star velho que um dia foi azul, não importa nada disso, você ainda sempre será o cara de vinte e quatro anos que me vê além. O resto é resto.
Então querido revoltado amigo, lhe desejo muitas felicidades e alegrias na sua vida com uma semana inteira de atraso. Só quero dizer que você é meu amigo mais foda, com o maior senso crítico que o mundo já viu e o melhor publicitário de todos. Ah não se esqueça do seu lado músico adorável. Enfim, é isso. Apenas palavras que espero, que lhe agradem. 
Kisses.

Ah, acho que você vai entender o titulo não é mesmo? 

terça-feira, 7 de setembro de 2010

O começo abstrato, o meio abstrato e o fim.

Odeio feriado com cara de domingo, me dá raiva. É a mesma raiva que sinto contra as formigas. Queria poder queimar todas as formigas que invadem a minha pequena cozinha. As que se atrevem a entrar nos meus copos sujos de doce? Quero mata-las. Como quero matar esse tédio. Queima-lo, o fazendo encolher até desaparecer entre as chamas. Posso ser uma sádica sedenta pela matança de insetos irritantes? Não. Eu só não quero ser incomodada. Hoje não. Porque eu não quero abraços, não quero que diga que me ama, e também não quero ser irritada por formigas. Eu quero me encolher em meio as chamas. Esqueça o tédio, o problema é comigo. Como a minha falta de tudo. De fazer, de viver, de querer. 
O sorvete azedou e a Kate Nash é uma chata de tão fofa. Não gosto dela. A semelhança entre nós é suficiente para eu a detestar, mesmo que não a paro de escutar. "Garoto eu quero um beijo teu. Não quero um amor, quero apenas ser tocada" mas ainda a detesto. Como posso? Não sei. Não falo nada mas digo tudo. Como posso? Não posso. Apenas acontece. É a poesia da vida. Poesia que nada, o nome disso é ironia. Mas o divertido é as palavras bonitas em textos que não há significado algum. 
Eu prometi que não escreveria hoje. Mas talvez, eu tenha feito essa promessa com a justa intenção de quebrar-la. Por que posso? Porque mato formigas. 

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