domingo, 19 de dezembro de 2010

Dez coisas (que nem eu sabia) sobre mim.


Eu tenho esse blog já faz um bom tempo e nunca disse nada sobre mim, nada de relevante ou muito menos algo que não seja abstrato. Graças à @Rafahsong esse dia chegou. 

1- Eu odeio dormir cedo porque se chegou a noite e meu dia ainda não teve sentido o prolongo um pouco mais com a esperança de que algo aconteça. Nem que seja terminar um livro velho.

2- Meu cabelo é leonino e se eu arrumar/pentear ele não será Geovanna Araújo.

3- Eu posso ser uma bela de uma idiota sem perceber.

4- Falar sobre mim as vezes me dá medo, porque sei que descobrirei coisas novas e assustadoras.

5- Um dia eu já gostei de estudar mas professores me dão alergia. Sério. Mas isso não quer dizer que eu não seja inteligente.

6- Posso ser a amiga mais chata que você poderia ter, mas sou leal. Isso eu sou. De resto não garanto nada.

7- As pessoas tem uma mania idiota de arrumarem apelidos para mim. 

8- Quando as pessoas me decepcionam, pessoas que realmente foram importantes pra mim, eu gosto de pensar que elas morreram e o que tem dentro delas são apenas restos do que um dia foram.

9- Posso me interessar por alguém rapidamente de uma forma inacreditável. Mas passa tão rápido quanto veio, porque eu idealizo o que não existe na pessoa. E quando eu descubro o que ela é, quero joga-la pela janela.

10- Eu coloco nome nos meus iPods. Meu atual iPod se chama Lucy e ela é casada. Sim, eu sou uma idiota.


Ps: Eu não tenho nada haver com a menina da foto. Na-da.


Bom, nada mais justo que dá esse selinho pra mais cinco blogs né?
Então lá vai:


Maressa Brito
Gabriela Laurino
Rafaela.
Hadassah
Marcos de Souza


Espero que tenham gostado.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Mar de tecidos.

As cobertas espalhadas pela cama enorme. E nós perdidos naquela imensidão de tecidos. Perdidos dentro de nós mesmos. Nossas pernas entrelaçadas enquanto eu o olhava com toda a paciência. Eu não queria desviar o olhar. Não queria nada. Estava em minha plenitude. Você sorri e me dá um selinho demorado. 
- Vamos sair da cama? - Você já lutava contra os tecidos. 
- Não, o que tem fora da cama melhor do aqui? - Fiz uma careta provavelmente hilariante, porque você ria como um bobo.
- Tem ovos e suco de uva. Estou faminto. - Bufei derrotada. Não havia ovos e muitos menos suco de uva aqui.
- Ok, lá vamos nós. - Então lutamos juntos contra as cobertas quentes pra nos depararmos com um chão frio. Catei sua blusa surrado dos The Strokes e caminhei em direção a cozinha. Os ovos já salpicavam quando suas mãos quentes chegaram em minha cintura me apertando de leve.
- Bom dia. - Seu hálito fresco em meu pescoço arrepiado.
- Bom dia. O suco acabou, vai lá comprar. - Virei pra trás enquanto você abria em vão a geladeira.
- Yourgute serve pra mim hoje. - De repente você sai em direção à sala. E a música invade todo o nosso apartamento silencioso. Os ovos estavam prontos enquanto eu pegava as torradas mas você não resisti à uma boa música. Me puxa pra si e começa mexer seu corpo desastradamente, a música é leve, é pura, a música somos nós na cozinha dançando enquanto os ovos se esfriam. Começo a rir exageradamente e você se contagia. Um beijo sem pressa e dane-se os ovos e yourgute de morango. Quero nosso mar de tecidos.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

The bookstore (Parte 1)

Por mais que eu amasse a livraria em que eu trabalho aquele lugar poderia ser... entediante. Claro que eu amo ler, mas quando todos os livros em sua frente foram tocados pelos seus dedos, a coisa toda perde a graça. Depois que você nota as paredes descascadas e o abajur quebrado, aquela livraria fantástica se tornou um simples trabalho. 
- Jorge vá ao depósito e pegue aqueles livros que chegaram hoje de manhã, ok? - Marta me pediu com aquela sua voz irritante que lhe dá um ar de doente. Subi as escadas encontrando várias caixas empilhadas, me dando de repente uma preguiça vertiginosa. O sininho toca e surge uma garotinha com seus seis anos de idade acompanhada por uma garota com uns adoráveis dezesseis anos. 
- Molly, Molly, eu quero esse livro azul! - A pequena criança pulava freneticamente e queria tocar em todos os livros que via.
- Quieta Charlie, senão você não vem  comigo na próxima vez. - Molly a repreendeu fazendo-a parar.
- Charlie fique quieta para que eu possa te dar um livro azul. - Interferi deixando os olhos da curiosa Charlie e da desconfiada Molly atentos a mim. Desci o resto  da escada, coloquei a pilha de caixas em um canto qualquer ainda sentindo os olhares em mim - Marta poderia por favor pegar aquele livro " Os contos de Beedle, o Bardo " na seção infantil está bem? Eu atendo as duas moças. E você... Molly? O que deseja?
- Algo que me tire o tédio. Tem algo assim pra mim? - Brincalhona, Molly me perguntou enquanto eu me entretia com seus cabelos desgrenhados e as suas unhas sujas de um esmalte ruído.  Molly, a representação de jovens descalços nas ruas frias de Londres, bêbados na noite escura e filhos obedientes de pais surdos que não escutam quando a porta é fechada com cuidado as três da manhã. Sei porque já fui assim. Tão travesso quanto podia ser.
- Bom, posso lhe dizer que não há livro nenhum com esse titulo, até porque já li quase todos dessa livraria mas há um livro que poderá se interessar... que tal "O Baile das Lobas"?
- Algo menos selvagem, que tal? - Minha gargalhada estranha se escapou antes que eu notasse que estava rindo da pobre Molly. Suas bochechas enrubesceram e de repente seu sorriso era tímido, quase não existia. Dei as costas pra ela e busquei um livro que certamente ela adoraria. 
- "Eu sou o mensageiro." Eu o adorei, eu li em uma madrugada. - Uma sobrancelha arqueada e dedos tamborilando o vidro embaçado da bancada velha. - Darling, eu já li mais livros antes mesmo de você saber juntas as sílabas. Leve, e volte aqui semana que vem para buscar outra recomendação. - Ela tinha sacado a minha, pegou o livro da minha mão com um sorriso malicioso e deu o veredicto:
- Daqui á dois dias estarei aqui. - Sorrimos bobos como se nada tivesse mais graça que uma aposta como aquela. Mas aonde estaria Charlie, a pequena versão de uma Molly inocente? Fujira entre os livros empoleirados e nunca cheirados. - Char? Corre aqui. Estamos quase indo.
- E meu livro azul? - Charlie perguntou ansiosa. 
- Aqui mocinha - Marta finalmente chegou entregando o livro para a menina.
- Quanto deu? - Molly interveio já pegando a carteira e arrancando algumas notas
- £27,50 e até daqui dois dias. - Sorri atrevido enquanto embalava os dois livros.
- Não se assuste se eu aparecer aqui antes disso... ?
- Jorge. 
- Jorge foi um prazer. Vamos Charlie eu tenho um livro pra devorar - Uma piscadela e sete passos a porta. Mal posso esperar. 

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Titulo improvisado para uma pequena homenagem á quem nunca lerá.

Você é poesia pura, é a melodia improvisada, a arte solta. Você é a elegância de descer do salto, a inocência disfarçada, um escândalo de classe.  Você é simplesmente, Audrey.


segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Palavras simples de uma vida simples.

"Rachel Adams. Como posso descreve-la? Garota de estatura mediana, morena e de grandes olhos atentos. Apenas isso. Tão simples quanto poderia ser. Está nisso a dificuldade em falar sobre ela. Porque existem pessoas tão simples que não há palavras o suficiente para dizer algo. Mas posso tentar, é pra isso que estou aqui.
Nunca alegre demais, ou viva o suficiente pra ser espontânea. Seus sonhos foram arrancados quando ainda mal chegavam a ser um. Um pai severo pode causar sérios danos em uma menina como Rachel. Pobre menina, só queria agradar o rancoroso pai. Sua mãe morreu cedo demais. Então era só ela e ele. Um relacionamento que mal existiu. Quem poderia salvar Rachel de seu pai? Ninguém. Desculpe, mas não é sobre isso que quero falar, mesmo que isso seja fundamental para essa história continuar, seu pai era um detalhe. O grande detalhe, mas ainda sim... um detalhe. 
Rachel cresceu, seguiu uma carreira medíocre- novamente levada pela opinião ignorante de seu pai - sem uma vida social, sem ninguém pra amar. No seu trabalho, era sempre o motivo de fofocas. O que ela fazia? Nada. Ninguém a conhecia. E todos se matavam por isso. Porque queriam descobrir o que se passava pela Rachel, a garota muda de olhos atentos. Tantas perguntas eram feitas: "Será que já amou alguém? Aonde mora? Será que vai a casa de seus pais aos domingos? Tem algum namorado? Acredita em Deus? Uma tatuagem escondida? Algum seriado favorito?'' E não acabavam mais, e ela a pobre Rachel seguia infeliz trabalhando, ignorante do que diziam sem nada a dizer.
Nunca se arriscou e por isso pouco sentiu. O sabor de viver nunca chegou em sua língua e os sonhos enterrados nunca foram ressuscitados e seu apartamento, vazio na maior parte do tempo nunca pintado. O mesmo apartamento branco de três anos atrás, cansado pela falta de atenção da hóspede que também não cuidava de si mesma. Medíocre vida. Como seria as coisas em seu fim? Quem choraria pela sua morte prematura? Seu pai, talvez. E Izzy quando soubesse anos depois. Sua unica amiga do colegial que fugira com o namorado deixando sua pobre Rachel que ficou pra trás. Ah, havia também o Alvin, seu gato solitário. Ninguém mais? Não. Porque Rachel era vazia e branca como seu apartamento. Sem nada há acrescentar,  sem nada há desejar.
Decadente sem nenhum glamuor. Morta antes de viver. Foi tarde querida Rachel."


Minha garganta latejava e  meu corpo pregado nos lençóis ensopados do meu próprio suor reclamava do sono mal dormido. Acordei aos berros com lágrimas saltando dos olhos. O pior sonho. Era minha vida passada diante de mim em palavras terríveis. Como pude ser tão medíocre, e indiferente a minha própria vida? As lágrimas ainda saem sem controle algum e os soluços vem violentos. Merda. Desperdicei tempo demais. Preciso agir. Preciso ainda viver. Eu preciso... 

Rachel pulou da cama e correu pro banheiro. Desesperada como se seus segundos estivessem contados se arrumou da maneira mais desleixada possível e saiu correndo em direção a porta. Ainda era cedo. Poderia ser muito bem seis da manhã mas ela não se importava.
Dirigiu como uma louca, não se importando com as buzinas de reclamação ou com as palavras de baixo calão dirigidas á ela. Entrou na primeira loja de conveniência aberta que encontrou. Saiu de lá em vinte minutos um pouco mais calma mas ainda com a idéia fixa na cabeça. Faria o que pudesse pra colocar seu plano em prática. Ligou pro escritório. "Não poderia ir hoje e não era da conta de ninguém o motivo da sua falta" Desligou na cara de quem quer que seja. Seguiu com um sincero sorriso na boca como poucas vezes fez na vida. Abriu seu apartamento com o coração frenético e o viu como sempre deveria ter visto mas nunca o fez. 
Ele realmente era vazio e sem cor. Como pode morar em lugar daquele por tanto tempo? Não achou resposta. Foda-se aquele apartamento não existiria mais, como a sua hóspede.
Então Rachel começou. Afastou todos os móveis, teve a preocupação de protege-los com cuidado. Enfim, estava lá todas as paredes nuas para Rachel sacanea-las como quisesse. E o fez. Pintou cada parede com a cor que bem achou. Uma overdose de cores extravagantes e que por um acaso sincronizadas de uma maneira perfeita. E em cada parede pintada morria um pouco da velha Rachel. Morria cada ressentimento com seu pai, morria cada chance perdida, morria toda aquela indiferença, morria tudo. E renascia uma garota nova, que seria feliz. Que se daria uma chance pra viver e reclamar um bocadinho de vez em quando e que cortaria o cabelo sempre que pudesse.Renascia uma mulher que acharia alguém pra amar e que seguiria finalmente seus sonhos. Renascia Rachel Adams. 


domingo, 26 de setembro de 2010

Shes got the Jack.

 As palavras fogem e a poesia se esconde quando o que eu mais quero é dizer a você o quão especial e importante és para mim. O clichê invade, porque são palavras que todos um dia já usaram para definir o que sentiram ou sentem por um alguém. Mas não fomos feitos para usar clichês, certo?! É só que você é muito mais do que um amigo. É pai, irmão, tio chato... é família. Ou até mais que isso. Vai lá saber o que é, só sei que por você eu tenho um imenso carinho fraterno. Uma irmandade que criamos e não importa o que aconteça, quero levar isso comigo pra aonde quer que eu vá, até mesmo quando você tiver lá na puta que pariu e eu estiver do outro lado do mundo. Engraçado mas eu sempre tive a leve impressão de que você é uma das poucas pessoas nesse mundo que me vê realmente como sou. Talvez você não irá lembrar disso mas uma vez estávamos em um sorveteria qualquer, eu você e o canalha do meu pai quando você olhou pra mim e disse que eu sou muito mais madura do que as outras "crianças", meu pai me olhou e disse que não, que você estava enganado. Mas vamos combinar o que meu pai sabe de mim? Depois disso minha admiração por você... cresceu. Porque de repente alguém tinha visto além. Algo que meu próprio pai nunca soube fazer. 

São tão inúmeros sábados divertidos, um milhão de camisetas sem estampas e brincadeiras bobas. 
Vinte e seis anos não é?! Não.É vinte e quatro e será assim até eu cansar. Porque não importa sua idade, se está gordo, se suas olheiras lhe deixe com um ar cadavérico ou se você nunca amarra o seu all star velho que um dia foi azul, não importa nada disso, você ainda sempre será o cara de vinte e quatro anos que me vê além. O resto é resto.
Então querido revoltado amigo, lhe desejo muitas felicidades e alegrias na sua vida com uma semana inteira de atraso. Só quero dizer que você é meu amigo mais foda, com o maior senso crítico que o mundo já viu e o melhor publicitário de todos. Ah não se esqueça do seu lado músico adorável. Enfim, é isso. Apenas palavras que espero, que lhe agradem. 
Kisses.

Ah, acho que você vai entender o titulo não é mesmo? 

terça-feira, 7 de setembro de 2010

O começo abstrato, o meio abstrato e o fim.

Odeio feriado com cara de domingo, me dá raiva. É a mesma raiva que sinto contra as formigas. Queria poder queimar todas as formigas que invadem a minha pequena cozinha. As que se atrevem a entrar nos meus copos sujos de doce? Quero mata-las. Como quero matar esse tédio. Queima-lo, o fazendo encolher até desaparecer entre as chamas. Posso ser uma sádica sedenta pela matança de insetos irritantes? Não. Eu só não quero ser incomodada. Hoje não. Porque eu não quero abraços, não quero que diga que me ama, e também não quero ser irritada por formigas. Eu quero me encolher em meio as chamas. Esqueça o tédio, o problema é comigo. Como a minha falta de tudo. De fazer, de viver, de querer. 
O sorvete azedou e a Kate Nash é uma chata de tão fofa. Não gosto dela. A semelhança entre nós é suficiente para eu a detestar, mesmo que não a paro de escutar. "Garoto eu quero um beijo teu. Não quero um amor, quero apenas ser tocada" mas ainda a detesto. Como posso? Não sei. Não falo nada mas digo tudo. Como posso? Não posso. Apenas acontece. É a poesia da vida. Poesia que nada, o nome disso é ironia. Mas o divertido é as palavras bonitas em textos que não há significado algum. 
Eu prometi que não escreveria hoje. Mas talvez, eu tenha feito essa promessa com a justa intenção de quebrar-la. Por que posso? Porque mato formigas. 

domingo, 29 de agosto de 2010

Coisas Que Eu Sei.

Acredito em palavras bobas num papel amassado, em uma música com a voz e o violão, acredito em abraços apertados mas não acredito que algum dia o coração que pulsa lentamente em meu peito se apaixone. Os batimentos são ritmados e sincronizados, as vezes oscilante, mas nunca acelerado o suficiente, nunca forte o demais para o sentir em minha boca. Nunca apaixonado demais.   
Não vou negar, eu já tentei. Por inúmeras vezes, mas as batidas continuam secas e tranquilas. Não há feridas, nem cicatrizes, há talvez uma crosta de indiferença, reflexo do meu próprio eu que se limita em dizer que não se importa. Uma meia verdade, confesso, mas quem nunca mentiu pra si mesmo?!
A razão cospe em minha cara a verdade crua que meu coração mal amado não aceita. Amo demais. Mas é tanto amor que ignoro. Finjo que não faz parte de mim, que isso eu posso guardar num bolso do jeans velho. Me privo do amor, então assim as batidas se mantém naturais. A contagem regressiva para que ele, meu pobre coração mal usado, pare pela falta de uso, pela falta de calor, a falta da adrenalina o fazendo pular em meu peito me deixando enrubescida está acelerando. 5,4,3,2..


ps: duas lágrimas bobas. 

domingo, 15 de agosto de 2010

All You Need is

Respire fundo. Perceba que em sua volta não há nada além de nós dois. As flores estão cheirosas como nunca, eu posso jurar que algumas tem um leve cheiro de baunilha. Fique com os olhos atentos. As cores são vivas ao nosso redor e as nuvens podem ser divertidas, basta ter imaginação. Sinta o gosto da tua boca. Os morangos ainda estão frescos em sua língua que posso sentir enquanto te beijo. Agora escute o seu coração e seja sincero ao escolher as palavras certas ao tentar falar o que eu já sei. Três palavras pra mim já bastam.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Bubble Wrap

Queria poder embalar meu coração num plástico de bolha, em caso de eu cair, e ele quebrar. Eu não sou Deus, eu não posso mudar as estrelas, eu não sei se existe vida em Marte mas eu sei que você magoou, as pessoas que você ama e aqueles que se importam com você. Eu não quero ter nada a ver com as coisas pelas quais você está passando. Essa é a última vez, eu desisto desse meu coração. Estou te dizendo que eu sou uma garota quebrada que finalmente percebeu, você está em pé sob o luar mas você é escuro por dentro, quem você acha que é pra chorar? Isso é um adeus.           
                                                            Bubble Wrap - McFLY 


Feliz dia dos pais adiantado.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Lucy in the sky with diamonds



Lucy entrou no pub ligeiramente ofegante pela pequena corrida entre seu carro e seu familiar destino. Caía uma chuva bem intensa para o verão de Londres. As bruscas mudanças climáticas sempre a assustava. Um pouco cansada pela semana que terminava, Lucy sentou se em um banco e sorriu para seu barman favorito: 

- Hoje é sexta John, então já sabe meu pedido - O garoto retribuiu o sorriso e colocou na frente da garota um drink que era especialidade da casa . Sem pressa a bebida foi levemente bebericava enquanto Lucy examinava melhor o bar. Percebeu pela primeira vez o improvisado palco e alguns homens ajustado, o que ela deduziu ser o som. Como não notara isso antes?! - O que terá hoje a noite aqui?! - Virou-se pra ver John, mas ele estava longe o suficiente pra não ouvir o que ela perguntara. Esperou ele chegar mais perto e repetiu a pergunta.
- Um showzinho pra variar, O cheff resolveu inovar. - John se limitou em dar de ombros. Novamente ele se foi para atender outros clientes. Lucy voltou a olhar pro pequeno palco imaginando os estilos que provavelmente iriam tocar, e se era boa música, e rapidamente seus questionamentos foram respondidos. 

Primeiro, um rapaz com seus - aproximadamente -  vinte e três anos, se apresentou como Jim, agradeceu a presença de todos e falou o nome esquisito da sua banda e que Lucy não fez a questão de guardar na memória. Estava ocupada demais pensando em como Jim tinha cabelos aparentemente tão macios e bagunçados. Se imaginou com os dedos o bagunçando ainda mais. Havia também o fato de que aquela barba, em vez de o deixar com cara de vagabundo, apenas fazia um belo contraste com sua pele branca como a de Lucy. Ele era não só lindo mas tinha uma voz rouca e baixa que acalmava qualquer ouvinte. Depois de alguns minutos em transe Lucy voltou em sua sanidade e prestou atenção na música em si. Gostou do que ouviu, o bom e velho rock britânico, algo que desde criança - quando seu avô colocava lp's num dia ensolarado que sempre combinava com sorvetes derretido - ela estava acostumada ouvir. Melodias que fizeram seu coração se encher de nostalgia e felicidade. Todo o seu corpo balançava de acordo com o ritmo empolgante  e sem dúvida envolvente. Lucy sentia seus pés formigarem e seu coração pulando pra ir mais perto e dançar totalmente desinibida. Não pensando duas vezes, Lucy se misturou entre os corpos que dançavam freneticamente. O tempo passou como um louco e mais rápido que percebesse Lucy pedia bis junto com a platéia que se formou ali.

- Por serem uma platéia maravilhosa vocês merecem mais uma - Alguns gritos de entusiasmo e então, Jim pegou um banquinho e trocou sua guitarra por um violão, olhou novamente para a platéia e sorriu satisfeito, seu olhar cruzou com os de Lucy, veio uma piscadela travessa. Com o rosto quente e o coração descompassado Lucy sorriu. As primeiras notas soaram familiar aos ouvidos dela. Aquela era uma das suas músicas favoritas desde que se entendia por gente. Um sorriso brotou em seus lábios e cantou baixinho acompanhando.
As últimas notas foram tocadas e agora Jim só tinha olhos pra garota em sua frente. E Lucy mal se importava se parecia uma babaca o olhando daquela forma. Muito bem aplaudidos a banda se retirou forçando Lucy voltar pro seu lugar. Pediu apenas uma cerveja pro John que agora não fazia nada. 

- Você realmente gostou do showzinho né?! - John a observando notando seus cabelos desgrenhados e a sua pele suada. Ela sorriu um pouco boba e se serviu da sua bebida. Olhou novamente em sua volta mas não encontrou quem queria, então resolveu dar uma passada rápida no banheiro, estava um caco ela sabia então resolveu checar. Maquiagem ligeiramente borrada pelo suor, cabelo desgrenhados e a roupa amassada. Amarrou o cabelo, arrumou a cara ficando visivelmente melhor e deixou o resto de lado. Saiu do pequeno recinto abafado se sentindo um pouco melhor. Olhou pra onde estava sentada por reflexo, mas não esperava ver o que viu. Era como se seu estômago tivesse despencado. Se repreendeu por isso. Parecia uma garota boba de treze anos com os hormônios a flor da pele.  Ligeiramente mais calma passou a mão pela franja solta e caminhou firme em direção ao garoto que estava de costas pra ela, que certamente a esperava.


              To be continued.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Hi Hitler

O terror já havia se instalado antes mesmo do amanhecer, havia fogo, destruição e acredite, um cheiro inconfundível de Morte. Corpos mutilados e espalhados e aos montes.Os gritos, o desespero palpável, se foram com o vento. Ficou pra trás apenas escombros do que um dia fora uma cidade.
Max tinha todo o rosto molhado por lágrimas que finalmente ele se permitia deixar cair. Queria ser como seu pai. Que nunca chorava, ou demonstrava fraqueza. Mas em toda regra tem sua exceção, e lá estava o pequeno garoto de apenas 8 anos idade chorando, fazendo jus a sua idade. Era como se apenas ele ainda respirasse naquele lugar. Queria poder dormir. Por longos dias, em sua cama e acordar com o cheiro do café amargo de sua mãe. Mas agora, ele tinha uma inconfudível certeza que não haveria mais cheiro de café e nem sua cama quente muito menos a voz doce da sua mãe o chamando pra se despertar. Com o corpo todo encolhido e vulnerável ficou ali, até o amanhecer. Seu estômago agora doía, mas por onde ele olhava, nada restava. Cansado, sonolento e faminto, Max adormeceu ali, em sua posição desconfortável  tentando esquecer suas últimas horas naquele lugar horrível. Teve pesadelos. Os gritos da sua mãe, o fogo em todo lado. E bombas. Em todas as direções. Acordou mais esgotado do que nunca e suando como se tivesse corrido uma maratona, esfregou seus pequenos olhos e experimentou levantar. Seus músculos estavam atrofiados, consequência de tantas horas na mesma posição. Se esticou ao mesmo tempo que ouvia novamente reclamações do seu estômago inquieto, mas o ignorando começou andar em meio ao caos. Tinha a esperança de encontrar, alguém. Qualquer um que fosse. Queria tirar o pensamento de que só restara ele pra contar a maldição dos puros de raça. Pensar neles instigava um grande revolta em seu coração. Matava ele por dentro pensar, que tantos foram mortos porque alguém disse que eles não eram dignos a vida. Seja lá quem fosse estava enganado. Max podia ter apenas 8 anos mas era mais maduro que muitas crianças além da sua idade. Passos pesados se aproximaram do pequeno garoto, fazendo ele pular com os coração frenetico e acelerado. Olhou pra cima e encontrou um homem bem mais velho, podia muito bem ter a idade do seu pai, mas o desconhecido não tinha um olhar convidativo e amável. Havia arrogância em sua expressão e poder na forma como segurava sua grande arma. Não gostou dele. Queria sair correndo mas algo mais forte que ele o impedira, a mais pura e concentração de pavor se instalava em seu corpo. Olhou sem desviar para o soldado em sua frente.
- Onde estão seus pais?! - O soldado o olhava com um misto de nojo e incomodo ao perceber a estrela de seis pontas suja estampada no braço direito do garoto. O menino se limitou em apontar para trás. - Estão mortos? Responda Jüdisch imundo. - Seu rosto queimou onde havia levado um tapa. Queria chorar e gritar de puro ódio, mas resistiu seus impulsos. 
- Sim. 
-  Tem pra onde ir? 
- Não.
- Então me acompanhe. - O soldado virou e foi em frente mas não ouviu os passos do menino em seu alcance. Deu meia volta e o encontrou parado olhando com uma fúria notável. 
- Não vou a lugar nenhum com você. - O homem já se irritara o suficiente  com o pequeno Max. Queria matar aquele filhote de verme. 
- Corra. - O menino não sabia, porque mas desta vez não ousou desobedecer. Correu por alguns segundos até duas coisas muito rápidas acontecerem. Um barulho horroroso e em suas costas uma queimação horrível que o fez desequilibrar e ficar de joelhos. As últimas lágrimas desceram sem pressa pelo rosto sujo de Max e logo a seguir, outro barulho horroroso e seu corpo caiu sem vida no chão. 



sexta-feira, 25 de junho de 2010

A Beautiful Rain

- Vamos fazer uma loucura?! - Eu conhecia perfeitamente aquele olhar.  Meu corpo se errijeceu ao saber que ele estava disposto a fazer algo bem insano as 1:40 da manhã com uma chuva que mataria adolescentes loucos imprudentes.
- Eu agradeceria se a sua loucura não envolvesse nada que ultrapasse as paredes desse quarto.
- Desculpe amor, mas aí não seria bem uma loucura. O nome disso já é safadeza. - Rimos cúmplices por alguns segundos até novamente me olhar, me forçando a temer o que via por a seguir. - Vamos a praia.
- Não sei se amanhã será um bom dia ir a praia, amor. 
- Não se finja de idiota. Eu quero ir agora.
- Você não manda em mim. E sabe disso.
- Mas eu posso te convencer. E você também sabe disso. - Sabia que era uma batalha perdida e odiar ligeiramente ele por também ter essa certeza era inevitável.
- Eu não quero me molhar. E aliás já está muito tarde para eu fazer suas vontades.
- Eu poderia ir sozinho, mas qual é a graça sem você?! Nenhuma, eu admito e é por isso que você vai sim. Vista-se.
- Você ainda me paga por essa idiotice, fique sabendo.
- Desta vez foi fácil te convencer. Vamos a chuva nos espera. 


- Eu devo ter perdido o juízo por alguns minutos. Vamos voltar Adam. Eu mal enxergo a praia! - Meus argumentos eram quase convincentes mas estava mal me convencendo imagine o cara mais cabeça dura que eu já vira na vida.
- Não vim atoa, e você querida, nunca soube que é juízo. Preparada? Abra a porta no 1,2..- Eu mal ouvira o três e lá estava o meu namorado sumindo rapidamente através da chuva que embaçava toda a visão que eu poderia ter. Não havia escolha pra mim. E sem ao menos pensar abri a porta do carro e corri em direção a praia me encontrando com ele. Como uma criança travessa. Sem notar estava pulando com ele, dando gritinhos histéricos que se misturava com intenso barulho da chuva. Cantávamos clássicos de uma infância distante enquanto meu corpo se contorcia em reação as pesadas gotas que caiam sem um mínimo descanso. Fui pega desprevinidamente pelos seus braços que me envolveram e me rodaram por alguns instantes. Não existia maneira de estar mais feliz como naquele momento. Nossos olhares se cruzaram e eu vi o mesmo que havia no meu coração. Um misto de um amor que só nós entediamos e uma felicidade que não havia fim. Sorri boba ao ver que nada poderia nos deter.
- Devo ser o homem mais completo e satisfeito do mundo. O que além de você eu preciso? Absolutamente nada. -  Lágrimas de pura felicidade se misturaram com a chuva e meu sorriso ainda intacto. Peguei o seu rosto com minhas mãos tremulas e frias e contemplei a chuva caindo na sua face. Sem avisar o beijei como nunca o fiz. Ficamos ali talvez por horas ou míseros segundos, apenas aproveitando o que tínhamos de melhor. Um ao outro. 
Sem mais nenhuma palavra Adam me puxou de volta em direção ao carro, mas eu sabia que as coisas não acabavam por ali. A noite só estava apenas começando.


ps: Gabi, por não ter medo de amar esse texto é seu. <3

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Kamilla Souza *-*

Não há palavras nesse mundo que possa descrever tamanho o meu amor por você. Seu jeito bobo e ao mesmo inteligente até demais me encanta. E é incrível como sempre, você esteve na minha vida, não importa que seja duas um carteira na minha frente ou ao meu lado super mal humorada xingando ao vento.São quantos anos?! Seis ou sete, a verdade é que não importa quantos anos ou quanto tempo eu passo dando tapas na sua cabeça ou ouvindo seus planos malignos de dominar o mundo em 24 horas. O que importa é que você já deve saber que sempre, estarei do seu lado segurando a sua mão e fazendo você admitir que tem medo. Medo de perder aqueles que você mais ama, de estar magra demais, medo de amar e de não conseguir fazer a prova de matemática. E é pra isso que eu sirvo não é mesmo? Dizer pra você parar de babaquisse e dizer também que você é capaz. Porque eu sei que é. Desejo fervorosamente que por circunstâncias maiores nunca nada nos separe, porque a vida seria bastante opaca, sem a sua alegria e até mesmo sem esse seu jeito mimado. Não sou de admitir essas coisas mas me mordo de ciúmes de você e poderia colocar você em meu armário pra ninguém mais te tirar de mim, mas as coisas não são assim, como você mesma me dá liberdade de ser feliz sem estar ao teu lado eu devo fazer o mesmo. Então gêmea, não são as minhas melhores palavras mas são do fundo do meu coração, espero que você goste. 

Da sua pior companheira de sala, Geovanna A.

sábado, 29 de maio de 2010

Uma conversa jogada ao vento.

- Você não está dormindo está? 
- Desculpe, foi só uma questão de descansar os olhos. Não vai se repetir
- Já está chegando a hora droga, não faça isso de novo. sério.
- Não faz diferença faz?
- Faz toda a diferença.
- Deveríamos ser normais.
- Mas somos.
- Pessoas normais não ficam acordadas até o amanhecer só pra tomar café da manha e depois dormir, está bem? Pessoas normais preferem um simples jantar como primeiro encontro. 
- Você é muita chata como uma futura namorada está bem? Por que saímos da zona de amizade? Ah é eu me apaixonei por você, que erro grave.
- Não é porque são 5:40 da manhã que você pode pensar que não vou te dar uns bons tapas. Estou com sono mais ainda sou eu.
- Ah, como eu amo sua meiguice, você inspira educação.
- E você, cinismo. Agora olhe as horas. 
- Não está na hora ainda.
- Você nem olhou!
- Não preciso. 


- Você está dormindo de novo?
- Hm, que horas são? 
- Já está na hora. Levante-se.
- Você já me acorda gritando. 
- Eu te chamei. Duas vezes. Como consegue dormir tão rápido?
- Estou realmente com muito sono.
- Vai valer a pena. 
- Espero mesmo.
- Me acompanhe está bem? E pare de reclamar.


- Estou sem palavras.
- Eu disse
- É o lugar mais lindo do planeta inteiro.
- Só no amanhecer. E é um simples terraço que eu tive o prazer de decorar.
- Por que? Eu não mereço tanto.
-Você tem um pouco de razão, você merece mais. 
- É nessa hora que eu digo eu te amo?
- Não se prenda ao cliche. 
- Como posso existir sem o seu amor?
- Não pode. Se acostume. 
- Não é nessa hora que você me beija?
- Quem disse que eu sigo roteiros?
- Não precisa babar em mim com essas suas mordidas. Mas quer saber? Eu amo elas.
- Eu sei.
- Não sabe, você apenas deduz.
- Mas eu ainda acerto, então não faz diferença faz?
- Cala a boca e por favor me beija?
- Só se isso for uma ordem.
- Então que seja uma.






ps: apenas um devaneio, mediocre, feito as 4:30 da manhã. :X

terça-feira, 25 de maio de 2010

here is nothing to talk or feel.

Teoricamente é outono. Teoricamente não se deve se chatear com a ausência, ou ao menos ligar pro desconhecido. Mas nada teórico se aplica realmente a realidade, certo? 
Já me disseram que aquilo que você não sabe dizer o que é não existe. E me disseram também que isso é uma bela mentira, e eu não vou discordar.
O problema é que, as vezes, sem estarmos preparados, algo se mexe dentro de você. Algo viscoso, que se contorce e que te sufoca até você não conseguir sentir mais nada, você apenas se concentra nesse incomodo que se transporta por todo seu corpo. É como um desconforto sem fim e que ninguém sabe como veio ou o seu fim. Tenho a leve impressão que isso se chama pressentimento, ou quem sabe a perda. Não faz muita diferença porque seja lá o que for tem um gosto de fel e  tira o oxigenio. 
Odeio me sentir assim. Odeio esse feto de amargura e desconforto em meu âmago.
Odeio mais ainda não encontrar as palavras certas pra esse indefinido. Ou melhor as palavras certas para o indescritível. 



ps: me diga que já sentiram isso, acho que estou começando a perder a sanidade.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

A Beautiful Mess

Você tem o bom de ambos mundos, você é o tipo de garota que consegue derrubar um homem, e levanta-lo novamente. Você é forte mas é carente, humilde mas gananciosa. Baseado em sua linguagem corporal
sua maneira gritante que tenho lido seu estilo é um tanto seletivo, apesar de sua mente ser certamente imprudente. Bem, imagino que isto sugira que isto é apenas o que felicidade é.
"Ei, mas que bagunça bonita é isto é como se pegássemos lixo em roupas."
Bem, isto meio que machuca da maneira quando você escreve estes tipos de palavras, meio que torna elas mesmo em facas e não me importa minha coragem, você pode chamá-la de ficção porque eu estou meio que submerso em suas contradições querida porque aqui estamos nós. Embora você fosse tendenciosa, eu amo seus conselhos suas voltas, elas eram rápidas e provavelmente tem haver com suas inseguranças não há vergonha em ser louco, dependendo em como você encara isso.Palavras que parafraseiam esta fase do relacionamento em qual estamos
"E isto é uma bagunça bonita, sim isto é como se estivéssemos pegando lixo em roupas."
Bem, isto meio que machuca da maneira que você diz essas palavras meio que torna elas mesmo em lâminas e a bondade e cortesia é uma vida que ouvi mas é bom dizer que nós brincamos na sujeira porque aqui estamos nós. Nós ainda estamos aqui
E que bagunça bonita isto é. É como tentar adivinhar quando a única resposta é 'sim'.
E através de palavras eternas em quadros sem preço nós voaremos como pássaros que não são desta terra
E como marés que giram e corações que desfiguram mas isto não é nenhuma preocupação quando nós estamos feridos juntos e  quando tivermos rasgado nossas roupas e manchado nossas blusas mas é agradável hoje, a espera realmente valeu a pena.
                                                                                    "Jason Mraz - A Beautiful Mess

Quando não há palavras em sua alma que descreva os seus mais profundos devaneios você escolhe se identificar com a verdade alheia. :) 

quarta-feira, 5 de maio de 2010

The naked truth is always better than the best-dressed lie



Há dias que não sinto. Falta algo.Uma verdade. Uma saudade. Falta você. E de repente isso transparece em meus olhos, como se uma névoa saísse do meu coração. Queria poder dizer que não faz diferença se você mora tão longe de meus olhos, que o seu silêncio é apenas um silêncio. Mas é negar fatos. Meu segredo que as vezes sou apenas uma espectadora, que vê tudo diante dos seus olhos mas está de mãos atadas pra qualquer tipo de intervenção. Retire a mascara, quero sentir os seus olhos sobre mim quem sabe pela  última vez. Não faz mal, a questão não é o que será de mim depois mas sim o que posso fazer hoje. Você encontra a verdade atrás dessas palavras? Sente o pesar da melodia? Perguntas passageiras de um filme reprisado.
Não que isso seja o começo da ausência mas sim a verdade se penetrando em minhas entranhas.


                                                     " Não dá pra perder o que nunca foi seu."




amiga, é seu por inteiro.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Metafóricamente

Vasculhando em mim mesma tropecei em uma caixa, quem sabe grande ou pequena, não importa, a questão é que naquela caixa encontrava a minha vida. Tudo de mais precioso que me pertencia estava lá. Meus segredos, meus temores, meus erros, as feridas, as conquistas e um milhão de vagalumes. Era como ver o meu eu resumida em momentos, momentos que confesso que nem todos são tão bons mas que me marcaram e me fizeram ser o que sou hoje. É difícil dizer quanta coisa eu havia encontrado lá, e eu sabia que aquela caixa só aumentaria a cada momento da minha vida, muitos sentimentos adormecidos, amigos enlouquecidos e pessoas que nunca ficaram despercebidas em minha vida. Notei o quanto eu perdi e que ainda preciso errar muito pra entender o verdadeiro valor daquilo tudo. Meu rosto molhado por lágrimas misteriosas -que vinham do fundo daquela caixa eu sabia bem- e um coração apertado por descobrir um novo eu, coloquei a caixa aonde ela deveria estar e não olhei pra trás. Encontraria ela novamente, era só questão de momento.

segunda-feira, 29 de março de 2010

where is my husband?


Os tons pasteis desse quarto nunca foram tão opacos como neste momento. Por um instante me perdi em meio à tanta falta de vida. Minha cabeça latejava e os xingamentos aleatórios vinham sem eu ao menos notar. Por um instante desejei que seus braços me envolvessem da forma que só você sabe. Tirando daquele lugar todo silêncio agourento mesmo que você não proferisse uma palavra sequer. Naquele momento não desejava seus beijos ou suas carícias. Queria apenas a sua presença que me reconfortava de uma maneira singular e que finalmente eu pudesse calmamente cair em um sono sem sonhos. Talvez isso não faça sentido para  ninguém mais a não ser você e eu.
Mas não faz muita diferença agora já que você estar longe o suficiente para não sentir minha necessidade  muda de afeto. Sei que é tarde mas não suficiente pro cansaço me vencer, ignoro um livro na cabeceira e pego meu modo de escape colocando em qualquer música possivelmente melosa que enche os meus ouvidos e entorpece meu cérebro densamente. 
Talvez eu tenha adormecido em meio à espera, mas você estava lá. Cauteloso talvez para não me acordar, mas mesmo assim ainda estava lá. Zonza pelo sono e com a voz embolada te chamei e você veio. É, você veio. 

terça-feira, 16 de março de 2010

Algum significado maior


Havia uma cidade. Ela não parava, não dormia, não esperava. Era linda pra se visitar, cansativa para se morar. Havia pessoas, tão distintas e solitárias quanto qualquer um daquela enorme cidade. Mas é claro, havia suas felizes exceções, pessoas que se contentavam com o que aparentemente tinha e sempre arranjavam motivos as vezes até mesmo inexistente para encontrar aquela famosa sensação tão raras em lugares como aquele. Isso pode soar bem mais dramático do que realmente é, na realidade milhares de pessoas vivem em seu mundo melancólico, totalmente cômodas em suas mentes deturpadas, pessoas ao nosso lado e mal percebemos. Então não se assuste com a realidade dessa cidade. Mas não é sobre isso que irei lhes contar. E sim sobre duas pessoas excepcionalmente felizes nessa cidade. E isso vale a pena ser escrito.
A diferença deles pro resto daquelas pessoas monótonas que habitavam a cidade era a fé. A fé de que existia além de sorrisos maquiados e sentimentos volúveis. Eles acreditavam verdadeiramente no amor. 
 Ou talvez seja pela maneira de não existir mascaras. Dos momentos além de serem único são perfeitamente simples, a magia de um primeiro e único amor,  que transpirava a juventude. Nenhum dos dois beiravam a perfeição. Pelo contrário, se permitiam errar e não justificavam. Grandes revolucionários sem causa. Uma bagunça sem mistério algum.
Pessoas assim tem a minha eterna admiração porque se destacam, com um jeito desconcertante e uma felicidade... bom, uma felicidade que você não encontra em qualquer lugar. Muito menos numa cidade como aquela. 

domingo, 28 de fevereiro de 2010

frustration


Era notável que o inverno estava chegando. Eu tremia violentamente. As ruas nunca foram tão frias. Mas não tão frias quanto o meu coração. Chegará momentos na vida onde você se depara com a frustração. Você se frustra dos seus amigos, da sua família, dos seus segredos, seus medos, se frustra com o seu amor medíocre, se frustra consigo mesmo. E carregam consigo essa frustração pra onde quer que vá. Como um fardo que fere suas costas e sangra seus pés. Muitos levam essa frustração a vida toda. Alguns se cansam. Outros choram. Mas existem as exceções. As exceções escrevem. Vomitam as palavras e assim se aliviam mesmo que faça pouquíssima diferença. 
A culpa de tudo isso é a expectativa que se alimenta ferozmente e te destrói. Culpe o mundo, culpe o sua alma frágil. Mas não se esqueça da expectativa. 




                                                                                                     TPM.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

innocence was shattered




Os cabelos ajeitados, o sorriso confiante em seu rosto, a mochila nas costas e apenas passos firmes.O que uma garota de 15 anos sabia sobre a vida? Muito pouco. Tanto a aprender. Mundos a descobrir e infinitos erros a cometer. 
Um acidente inconsequente e alguns livros no chão. Olhares trocados, a educação em excesso nos pedidos desculpas. Um pensamento rápido, que passou quase despercebido. Ela acabara de tropeçar no amor dela. Mal sabia ela.
O tempo passa como um louco. Os sentimentos crescem como nunca e um namoro é anunciado. As juras de amor são feitas e as promessas declaradas. Ela nunca fora tão feliz. Mas acontece que aos 15 ninguém nos conta o quão os sentimentos são volúveis, ou como tudo é passageiro. Ninguém para pra explicar que a verdadeira realidade não é visível. 
Ela se entregou de corpo e alma. Nada a impedia de sonhar com um futuro tão lindo. Mal sabia ela.
Como quem não quer nada o fim chegou, silenciosamente, sem ninguém notar. Mas chegou sem escrúpulos e no fim das contas ela era apenas mais uma garota com o coração partido.
Se arrependera. Não deveria ter sido tão inocente. Não deveria ter se entregado inteiramente nos braços dele. Fora tola. 
Mas ela aprendeu. A primeira de muitas lições. Reergueu-se mesmo com o coração sangrando. E seguiu em frente deixando pra trás tudo aquilo que sonhara. Deixou as venenosas lembranças no esquecimento.
Algumas estações se passaram. Um reencontro inesperado. Agora ele via o quão diferente ela estava. O sorriso confiante fora embora, e ficaram apenas olhares atentos. Naquele momento ele percebeu o quão perdeu. Queria voltar a trás, mas antes que pudesse pensar em desejá-la ter ela só pra si ela não estava mais lá. Ela se foi. Porque muito ela aprendera.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

The outburst

Um linha tênue entre o caos e a felicidade, choros bobos, risadas desnecessárias e momentos passageiros onde as emoções são superficiais. A razão e a solidão. Tão entrelaçados como um só. Queria poder viver mais. Sentir mais sem nem notar. Esquecer que aquilo tudo pode se acabar exatamente como começou. Um mistério. Uma bagunça onde poucos espectadores podiam ver, e ninguém sequer entender.

Muitas verdades sobre mim ainda irei aprender, mas o pouco que sei de mim posso afirmar que detesto verdadeiramente não saber o que estou sentindo.Não saber das minhas próprias reações ou das minhas ações, o desconhecido não me agrada. Não o meu desconhecido. Mas se não enfrentarmos o nosso próprio desconhecido o nosso próprio eu, quem poderemos enfrentar?

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Srta. Fernandes :x


Com lágrimas nos olhos sinto lhe informar que nos afastamos das pessoas que mais amamos. Sem notar. Sem sentir. Talvez não seja tarde demais para nós. Talvez seja apenas aqueles momentos onde nós duas precisamos de um tempo.. para respirar. Nós duas sabemos que não somos mais as mesmas. Mudamos, crescemos, nos transformamos e em meio a tanta transição.. nos perdemos. E isso é uma linda verdade. Uma verdade que machuca, e só você e eu pode entender essa dor. Tenho medo do que isso pode virar. Por mais eu não aparente, você me faz uma falta significativa. Não são dos sorrisos cúmplices, nem dos olhares de irmãs e nem dos gestos bonitos.. e sim dos momentos únicos que só terei com você. Não tenho nenhuma idéia de como vamos recuperar nossa velha intimidade. Mas espero que seja logo, antes que seja tarde demais. 

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Ponto de Partida

Naquele momento eu não me importava se a cidade estava silenciosa como nunca. Não me importava se ainda era cedo o suficiente para haver estrelas no céu. Naquele momento a dor era grande o suficiente pra eu não ligar pra nada. Até onde eu suportarei ? Nós dois sabemos que esse relacionamento já fora longe demais. Não posso mais. Não quero suportar essa situação onde me sufoca, me esmaga. Lembro me bem dos momentos de pura alegria que passei ao teu lado. Não pense que eu esqueci. Você me fez feliz. Me tornou viva novamente. Mas esses momentos se foram. E junto com eles fora o meu amor. Eu tentei. De todas as formas. Saiba que dói em mim abrir mão de você mas chegamos há um ponto onde não há solução. Vamos parar de fingir.  É um ciclo que não se acaba. As brigas não serão esquecidas. As feridas serão reabertas. Então por favor não insista numa outra vez, numa nova chance ou em outro recomeço.
E será assim que se acabará. Decisões tomadas. Rumos diferentes e corações partidos.




ps: depois de quase séculos sem postar aqui estou eu :B ninguém é obrigado a gostar desse texto. Não é meu favorito CONFESSO mas ao mesmo tempo eu gostei muito dele :B confuso eu sei. Enfiiim , como promessa é dívida.. Isabella Vieira , miiiiinha gatinha: esse texto é teu. Cada palavra e vírgula. Espero que você goste. 
beijiiinhos ;* geo.

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