quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Toca os sinos pequeninos..

Minha expressão não era a melhor de todas eu sabia. Mas se isso mantêm todo mundo longe.. Ótimo. A verdade era que eu odiava o Natal. Ninguém se lembrava do real motivo pro Natal e só servia pras pessoas gastarem o que não tem.
- Uvas ? - Minha tia velha me ofereceu com uma expressão feliz no rosto
- Não obrigado - Forcei um bom sorriso mas acho que não convenceu ninguém. Droga
- Brigou com o namorado não foi ? - Ela sugeriu com os olhos faíscantes.
- Não eu não tenho namorado. - Antes que ela pudesse abri a boca dei as costas pra ela e saí. Não me importava mesmo se eu estava sendo sem educação ou não. E novamente colocando a educação de lado saí daquela sala cheia de estranhos que diziam ser meus parentes e fui em direção ao meu quarto.
Era sempre assim, aquela história de Natal ser um dia feliz um dia de comunhão era um mentira. Uma bela farsa. Nunca conheci a magia do Natal e eu sabia porque. Porque não existia. Como eu já havia dito: Farsa. Olhei para minha janela encontrando aquelas belas casa cheias de pessoas felizes. Eu só queria entender aquilo tudo. Talves horas tenha passado ou apenas segundos mas eu definitivamente não podia continuar ali. Peguei a minha bolsa e fui em direção a janela. Eu fugira pela aquela janela inumeras vezes. Não era hoje quando todos estavam bebados e felizes que iam me descobrir.
Como eu esperava as ruas estavam mais do que desertas. Chegava ser estranho ver a cidade toda silenciosa 
daquela forma. Eu poderia parar e apreciar aquela estranha anormalidade mas estava com pressa. E ao menos pensando pra onde iria parei em frente aquela praça, cheia de enfeites natalinos e igualmente silenciosa. Fazia tantos anos que eu ia aquela lugar que era de se esperar que eu fosse sem ao menos pensar. Sentei no velho banco em frente as lindas árvores e esperei. Esperei pelo sinal de que natal não passava de uma bobeira e que no fundo daquilo tudo havia um significado maior. Aquilo era ridiculo eu sabia. Mas talves no fundo eu queria também poder sentir aquela alegria de natal que todos têm.
Não sabia se eles já estavam ali o tempo ou se havia acabado de chegar. Não importa, eles ao menos me notaram a minha presença e era mellhor assim. Era apenas um pai com seus filhos brincando de neve. Uma coisa que eu não via a tanto tempo que eu me esquecera o quanto era... o quanto era bom. Aquela atmosfera divertida onde todos estavam felizes de verdade. Uma familia de verdade. De repente a pequena garota puxara a blusa do pai dizendo que faltava apenas 5 segundos pra meia noite. E juntos eles fizeram a contagem regressiva numa ansiedade que posso assegurar ser quase ser desumana. Era lindo. Ver aquelas duas crianças pulando ao redor do pai desejando-lhe Feliz Natal. Deixando eles sozinhos virei as costas indo em direção a minha casa satisfeita com minha nova descoberta. Então era isso. Agora eu entendia. Talves para mim não passasse de um feriado comercial. Mas pra alguns havia algo maior. Para alguns aquilo fazia sentido. Para alguns afinal de contas havia magia.

ps: oooooooweeed *-* droga o natal me deixa uma besta rs. Ta, eu odeio o natal grr e daí ? Mas er, MERRY CRISTIMAS EVERYBODY *-*
Dedicação a Loh  e ao Gabriell por ter ajudado. E dedicação maior ainda pra MAAARI *-* Por que sem ela eu não entendia a magia do natal rs
beijos
geo.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Could you love me to death?

Em minha posição fetal naquele banheiro mal iluminado eu chorava.Simplesmente não conseguia parar. Eram lágrimas de revoltas.Lágrimas dolorosas e carregadas de puro ódio. Eu havia feito uma promessa. Mas estava lá novamente quebrando ela. O culpado daquilo tudo era ele. Sempre fora ele. Odiava me sentir assim, tão vulnerável, tão.. fraca. Tudo isso por alguém que ao menos merecia isso. O meu veneno diário. Minha intoxicação. Eu não amava aquele imbecil. Era muito mais forte que isso. Era quase uma maldição que parecia ter se fundido em minhas entranhas. Era desesperador. Era minha sentença de morte. Os soluços não eram mais contidos. Não havia motivo pra isso. 
Três leves batidas na porta e o choro aumentara. Eu sabia exatamente quem era. Gritei desesperada implorando que ele fosse embora. Mas ele não iria desistir. Eu sabia o quão teimoso ele podia ser. 
Os segundos passavam se arrastando, a qualquer momento ele estaria ali do meu lado. Me deixando pior do que eu estava. E como se ele estivesse sempre ali, senti seus braços me envolvendo como uma criança aterrorizada. E novamente estava eu me intoxicando com o cheiro que vinha de sua pele. Me desesperei ao pensar que a qualquer momento ele podia ir embora ou quebrar novamente meu coração. Seu braço se tornou mais forte enquanto minhas lágrimas ensopavam sua camiseta. Uma pequena parte da minha mente me tentava frustrastemente achar motivos para eu parar de chorar. 
Aos poucos o cansaço e a falta de lágrimas me venceram. Ainda embalada por aquele abraço lamentavelmente seguro e bom. Senti seus lábios roçarem em minha testa.
- Eu sinto tanto. Sei que sou culpado do seu sofrimento e você não tem noção do quão isso me faz mal. - Suas palavras sussurradas contra minha pele fria me fez tremer
- Não piore as coisas. - Um horrível silêncio se instalou e na mesma hora me arrependi. Mas não era momento de voltar atrás. Com uma enorme relutância saí de seus braços e fiquei de frente a ele, seus grandes olhos azuis me olhavam vendo a decisão se formar nos meus olhos 
 - Dave... Não posso suportar mais, estou cansada das mentiras da sua ausência, dos boatos... Não posso mais suportar. Você sabe muito bem o quão eu te amo. Mas antes de tudo eu devo ter amor próprio. Sei que abrindo mão de você vou estar renunciando minha forma de vida. Meu tudo. Mas dizem que o tempo cura tudo. - Dei um sorriso amargurado e tentei continuar o que já estava feito - Por favor não volte a me procurar. Espero que encontre alguém pra você ficar ao lado dela sua vida toda.
- Você sabe que seu lugar é ao meu lado - Suas palavras quase me fizeram esquecer de tudo. Mas no final de contas são apenas palavras.
- Foi. Um dia isso era um verdade - Nós dois chorávamos olhando um pro outro, vendo o quanto estávamos perdendo naquele momento. E pela última vez sentir o gosto de sua boca na minha. Eu sentia sua urgência e correspondi da mesma forma. Me afastei dele o que era por sinal rápido demais. Fechei os olhos e esperei que ele fosse. Ele foi. Pra nunca mais voltar.




ps: drama,drama,drama er mais drama ): vocês devem estar cansadas disso né? Desculpa mas precisava fazer algo bem dramático rs. É gente, eu voltei :D sentiram minha falta? Aposto que não há. Poisé, hoje vou fazer uma coisa incomum. Agradecer: Obrigada Gabriell por não deixar eu desistir de postar.Não é que valeu a pena? rs Kamilla minha doce de coco Obrigada duplamente por tudo, sua louca um dia eu te pago seus cinquenta conto haha
beijos 
amo vocês *-*

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