quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Meu Dia Azul


Meus pés tocando a parede enquanto o resto do meu corpo na minha enorme cama. Eu estava exausta, tinha sido um longo dia. Grandes descobertas, grandes decisões, pequenas mudanças e um labirinto sem fim. Enquanto meu corpo se desligava da minha mente. Pensamentos tumultuosos apareciam, era difícil dizer o que era certo, o que realmente eu devia fazer. Estava demasiadamente quente em meu quarto, diferente do resto do mundo. Parecia que o mundo ia cair a qualquer momento com aquela chuva. Mas eu estava segura. Enquanto uma música tranquila ligeiramente opressiva enchia meu quarto de notas elaboradas minha maior vontade era de estar lá fora. Estar em meio ao caos climático, sentir a chuva ricochetear meu corpo por inteiro, queria sentir de perto o cheiro de terra molhada. Eu queria o inimaginavel. Porque a fantasia era mil vezes melhor do que qualquer realidade. A realidade era de que se eu saísse as três horas da manha de uma terça feira numa tempestade de matar burro eu pegaria uma gripe ferrada além de um castigo que era preferível nem pensar na idéia de sair. Mas e a fantasia? Eu poderia ir aonde eu queria, ter as regras que eu desejasse, era minha liberdade. Minha imaginação. Mesmo não passando de coisas que ficam estritamente em meus pensamentos, era apenas meu. Algo que ninguém poderia tirar. Na verdade ninguém realmente gostava da realidade. Ninguém quer dar de cara com ela. Ninguém quer enfrentá-la. Estão todos presos em bolhas. Bolhas de amores, bolhas de fantasias infinitas procurando a felicidade que muitos cobiçam. Eu andava aprendendo a escrever meus devaneios mas quem sou eu pra mostrar a todos o meu mundo? Com pensamentos idiotas e confusos, fantásticos e abstratos fui embalada pelo sono que chegou como aquela chuva. Era o ingresso para o meu único mundo.


ps: o que o titulo tem haver com o post? hmm. quem gostou? nha eu adorei gente espero que vocês, também. beeeijos amo vocês *-*
xoxo
geo.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Morte



Minhas pernas iam ceder a qualquer momento, mas eu continuava a correr sem olhar pra trás, tentava debilmente correr pra ver se tudo aquilo ficasse pra trás, mas a única coisa que realmente acontecia era o vento cortando o meu rosto de uma forma abrupta. Eu não me importava mais nem com as lágrimas nem com nada. Estava no pior tipo de estupor, estava cética. Não queria acreditar, não queria ver a verdade. Não devia. Mas ela chegaria tão rápida e inesperadamente que chegava doer. Eu tinha perdido uma das pessoas mais essenciais da minha vida, ela fazia minha segurança; minha paz; minha alegria. Agora era ela tinha ido embora. Eu não me despedi. Me sentia tão frustrada, tão sem chão. Eu ao menos sabia se ela realmente sabia o quão importante ela era pra mim. Eu queria berrar. Queria agir. Porque aquilo estava entalado na minha garganta como um nó cego, se eu já achava a vida injusta, agora não tinha nenhum vestígio de dúvida. Agora eu entendia o real poder da Morte sobre as pessoas. Eu sabia que um dia aquela dor absurdamente grande iria saindo do meu peito conforme o tempo, mas era difícil acreditar em um futuro. Nem um abraço acalmaria minha dor nem um sorriso reconfortante alimentaria minhas esperanças de uma nova alegria.
Havia se passado alguns dias depois da morte dela. (ainda era difícil pronunciar o seu nome) As coisas ainda eram um pouco.. insuportáveis mas devo admitir. Havia aprendido muito. Aprendido que As pessoas morriam. E aqueles que ficavam tapava seus olhos para o passado de desavenças. Fingiam ser surdos para as palavras venenosas que lançam contra aqueles que havia perdido. Ignorava as imperfeições que tanto odiava e tentava sugar ao máximo todas as lembranças, aquelas maravilhosas lembranças que todos querem levar pra si para sempre.
Nada pode ser invertido agora e devo aprender a lidar com essa dor. Espero que ela desapareça e que fique apenas memórias. Porque é tudo que me resta agora.

ps: ta, muito triste não? é eu sei :/ mas caaaaaalma ninguém morreu! só queria demonstrar a vocês como eu acho que as pessoas se sentem quando perdem alguém. É gente, eu sei falar sobre sentimentos que nunca realmente senti. estranho? meu dom e rs , mas enfim galere espero que gostem! comeeeeeentem rere
beeeijos
geo.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

On my Own (8)

Vejo todas
essas
pessoas no chão
Perdendo tempo.
Tentei segurar tudo por dentro,
Mas só por esta noite.
O topo do mundo,
Sentado aqui desejando.
As coisas que eu me tornei
Que há algo faltando.
Talvez eu...
Mas o que eu sei?

E agora parece que eu
Não encontrei nada.
Quero ouvir sua voz alta e clara.
Vá mais devagar.
Sem tudo isso
Estou sufocando com nada
Está claro em minha cabeça
Que eu estou gritando por algo
Saber nada é melhor do que saber.

Estou sozinho.

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